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Lobos e Cães Lobos Tudo sobre animais semelhantes ao CLT – Informações sobre outros Cães Lobos: Cão Lobo de Saarloos, Cão Lobo Italiano...

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Old 30-04-2008, 13:50   #1
Proprius Dominor
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Estudioso dos lobos acaba vivendo como os animais



Mogli moderno
O inglês Shaun Ellis vive com os lobos
para estudá-los. Ele caiu de quatro e lá ficou

Marcelo Marthe

Divulgação

Ellis, com um dos lobos que "educou": um marido tão animal que nem a mulher o suportou

Certa vez, o inglês Shaun Ellis aplicou seus recursos atávicos a uma tarefa peculiar: socorrer lobos ameaçados pela dificuldade em procriar. Por meio de gestos e uivos ameaçadores, ele, em pessoa, acuou os animais na reserva em que viviam. Depois de quinze semanas de troca de rosnados entre o homem e as feras, a tática surtiu efeito. O instinto levou os bichos a reagir como se estivessem na mira de concorrentes – e eles, então, animaram-se a acasalar-se, como forma de reforçar o grupo. Fora sexo propriamente dito, Ellis já vivenciou de tudo em matéria de relacionamento íntimo com os lobos, de cuja linguagem e comportamento é um estudioso dos mais devotados. O método de pesquisa é um tanto heterodoxo: ele se passa por "membro" das alcatéias, com todos os perigos decorrentes de tal proximidade. Embora Ellis seja autodidata, seu trabalho é reconhecido por cientistas e tem lá sua utilidade. Além de resolver o caso de desânimo sexual do grupo citado acima, já ajudou fazendeiros poloneses a evitar ataques de lobos a seu gado (a solução: alto-falantes que emitiam uivos como os de matilhas rivais, o que fez os bichos se circunscreverem a seu território).
Casos de estudiosos que se confundem com seu objeto de estudo não são incomuns na zoologia – e outros naturalistas já levaram a pior ao adentrar esse terreno. Nos anos 90, o americano Timothy Treadwell acreditou-se a tal ponto "amigo" dos ursos do Alasca que acabou sendo devorado por eles. No ano passado, o australiano Steve Irwin, o "Caçador de Crocodilos" da TV, foi morto por uma arraia da qual se aproximou de maneira temerária. Até hoje, Ellis não sofreu mais que alguns arranhões. Mas, como se verifica num documentário com estréia prevista para o sábado 14 no canal National Geographic, com várias reprises ao longo da semana, ele também flerta com o desastre. Vivendo Entre Lobos acompanha seu esforço para ensinar três filhotes órfãos de lobos canadenses a sobreviver numa reserva natural inglesa. Por dezoito meses, Ellis dormiu, caçou e se divertiu com eles. O que incluiu lamber e ser lambido (na boca, inclusive) pelos animais. E, ainda, tomar parte em suas disputas de força. Ele minimiza as mordidas: "A saliva dos animais cura qualquer ferimento".
A estratégia de preservação de Ellis foi impor-se como o macho alfa, aquele que lidera o grupo. Isso incluiu cuidados como o de se alimentar das partes que cabem ao líder na divisão das carcaças, como o cérebro e os rins – devidamente cozidos e então recolocados na presa morta. A certa altura, porém, ele foi desbancado por outro macho. Para salvar a pele, teve de ficar numa postura de submissão (de quatro, é claro) e uivar num tom suplicante. A experiência foi demais para a mulher e os quatro filhos de Ellis, que o abandonaram. Com sua cabeleira de homem de Neandertal, ele deve ser mesmo um tipo difícil. Como diz um menino que foi conhecer o seu trabalho: "Esse Ellis é bem maluco".

http://arquivoetc.blogspot.com/2007/...endo-como.html



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Old 30-04-2008, 13:52   #2
Proprius Dominor
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Old 30-04-2008, 15:18   #3
Nebulosa
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Admiro o que ele faz e acho bem interessante, conviver com uma matilha é a melhor forma de se aprender sobre comportamento animal, mas a mais trabalhosa e demorada que acaba não sendo reconhecida na grande maioria das vezes por não ter "nomes famosos da etologia" no meio, agora que ele ta famoso não, mas se não fosse famoso e viesse falando sobre comunicação canina com outras pessoas ditas comportamentalistas ou adestradores renomados, aposto que o despresariam por não ter um "diploma" ou por não conhecer os nomes famosos a ponto de repetir a lá papagaio o que eles falam.
Mas poutz, sacanagem a seriedade dessa reportagem.
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Old 30-04-2008, 15:26   #4
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Sim, a reportagem foi levada na brincadeira ao que parece, mas postei aqui não pela seriedade com que foi escrita mas pela informação, não sei se tu chegastes a ver este documentário?
Eu vi, achei muito bom, claro que poderia ser mais longo e ter mais informações, mas como tudo na TV depende de dinheiro e tempo de exibição...
Um trabalho muito bom o dele, se tornou respeitado no meio científico, não por todos é claro, mas como "toda a unanimidade é burra".

Gostaria de saber como está o trabalho dele hoje.
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Old 30-04-2008, 16:07   #5
Nebulosa
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Cheguei a ver no site da National Geografic se não me engano, tem uma parte separada para esse programa, mas infelizmente é tudo curtinho
A algum tempo atras procurei no youtube mais programas mas não achei muita coisa mais, talvez agora tenham atualisadoc om novos programas, falta ir lá procurar.
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Old 30-04-2008, 16:13   #6
Proprius Dominor
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Tava passando no NatGeo mês passado, teria que dar uma olhada na programação pra ver se vai passar este mês novamente.

Se eu souber se e quando vai passar te aviso.
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Old 16-05-2008, 21:14   #7
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Cheguei a ver no site da National Geografic se não me engano, tem uma parte separada para esse programa, mas infelizmente é tudo curtinho
A algum tempo atras procurei no youtube mais programas mas não achei muita coisa mais, talvez agora tenham atualisadoc om novos programas, falta ir lá procurar.
no Mininova tu encontras

http://www.mininova.org/search/?search=Man+Among+Wolves
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Old 26-06-2008, 15:57   #8
Proprius Dominor
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Domingo 29/06, as 21 horas no NatGeo, Vivendo com o Animais, sobre um sujeito que adotou e criou mais de 40 ursos e na sequência o programa Vivendo Entre Lobos.
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Old 08-02-2010, 17:23   #9
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Default Britânico que viveu dois anos com lobos lança livro

no G1 de hj 08/02/10 - 06h45 - Atualizado em 08/02/10 - 08h50

Britânico que viveu dois anos com lobos lança livro

Shaun Ellis narra experiência de dormir compartilhando carne crua com matilha nos EUA.

Um britânico que passou quase dois anos vivendo, se alimentando e dormindo com uma família de lobos, sem qualquer contato com humanos, acaba de publicar um livro contando sua história.


Em The Man Who Lives With Wolves ("O Homem que Vive com os Lobos"), publicado pela editora Harper Collins, Shaun Ellis narra em parceria com Penny Junor suas experiências com esses animais selvagens.

Ellis viveu por quase sete anos com uma tribo americana, no Estado de Idaho, no oeste dos Estados Unidos, para aprender mais sobre os lobos. Durante esse período, aprendeu a observar os animais e a entender como eles se relacionam.


Depois de conseguir se aproximar dos lobos, passou dois anos como membro de uma matilha. São desse período as principais experiências narradas no livro.


Mais tarde, de volta à Inglaterra, ele se estabeleceu no Parque de Vida Selvagem Combe Martin, onde continua lidando com lobos. Lá, Ellis adotou três filhotes abandonados ao nascerem e assumiu o papel de líder da família.

Dormindo com lobos
Em entrevista ao programa Outlook do Serviço Mundial da BBC, Ellis conta que seu primeiro contato com os lobos foi em um zoológico. Ele trabalhava no local, mas acabou demitido quando descobriram que ele pretendia libertar os animais.


"Nesse animal em que a maioria das pessoas vê um matador selvagem e impiedoso, eu vi um ser compassivo e muito ligado à família. Para mim havia algo além do mito, da lenda. (...) Então, minha missão passou a ser desvendá-lo", disse à BBC.

Ellis compara a família dos lobos à sua própria. "Fui criado pelos meus pais e também pelos meus avós, assim como os lobos são. Isso parece criar aquele equilíbrio natural, em que os menos experientes ganham experiência e conhecimento por ter um animal mais velho para guiá-los", disse.


Perguntado sobre como se alimentava enquanto viveu com os lobos, ele revelou que compartilhava da alimentação dos demais membros de sua matilha.


"Eu percebi logo que os lobos se dividem pelo que comem. Cada grupo de animal come uma parte diferente da caça. Os animais alfa, os líderes, iriam sempre comer o coração, o rim e o fígado. (...) Para mim sobrava tórax, pescoço etc.".


Segundo ele, tudo era consumido cru mesmo. "Depois de passar a maior parte da semana sem comida, acredite, isso pode ser a melhor coisa que você já comeu na vida", conta Ellis.


O pesquisador admite na entrevista que, nas primeiras duas ou três semanas em meio aos lobos, não conseguiu dormir por medo de que os animais pulassem sobre ele.


"Com o passar dos dias, semanas, meses, anos, o medo se transformou num saudável respeito pelos lobos. Para mim, havia uma linha tênue entre ser aceito e ser expulso do grupo, ou até mesmo ferido ou morto", conta.

Perigo
O momento mais assustador que enfrentou, segundo ele, foi quando um lobo aparentemente "lhe disse" para não ir ao rio tomar água. "Ele o fez de uma forma muito agressiva, mordendo partes do meu corpo e chegando ao ponto de me derrubar dentro de uma árvore oca", narra Ellis.


Horas depois, o mesmo lobo lamberia o seu rosto e o conduziria ao rio, onde Ellis encontraria sinais de que um urso gigante havia passado por ali.


"Então, na verdade, aquele lobo havia salvo minha vida", lembra.


Para ele, a decisão mais difícil de sua vida foi ter de deixar sua família de lobos para trás e voltar à civilização, retomando seu lado humano.


"Levou meses até que eu voltasse a ter qualquer interesse na humanidade", revela.

http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0...NCA+LIVRO.html
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Old 04-03-2010, 13:27   #10
Proprius Dominor
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Default O homem que viveu com os lobos

No site da revista Veja desta semana:

Entrevista: Shaun Ellis

O homem que viveu com os lobos

26 de fevereiro de 2010
Por Cecília Araújo


Shaun Ellis: despido, ele comeu a mesma comida dos lobos para ser aceito pelos animais (Foto: Divulgação)

O britânico Shaun Ellis tem uma profissão incomum: especialista em comportamento de lobos. Não bastasse a peculiaridade do trabalho, ele ainda conduz pesquisas de forma controversa: optou por viver ao lado dos lobos, como se fosse um deles, por um longo período, a fim de entender melhor como vivem esses animais e também para ajudá-los diante da ameaça da extinção. A partir de 2005, ele passou dois anos em meio a uma alcateia no Parque de Vida Selvagem Combe Martin, no Reino Unido. Seu objetivo era ensinar três filhotes órfãos de lobos canadenses a sobreviver na reserva natural. Para isso, se alimentou e dormiu com os lobos, sem qualquer contato com humanos, até sentir que fazia realmente parte do mundo dos animais. "Acredito que os lobos têm segredos a serem compartilhados. E eles confiaram em mim o suficiente para dividi-los comigo", afirma. A experiência resultou no livro The Man Who Lives With Wolves (O homem que vive com os lobos), escrito em parceria com o jornalista Penny Junor. Na entrevista a seguir, Ellis fala sobre a aventura e defende que o estudo do comportamento dos lobos pode ensinar algo aos homens.

Quando surgiu sua paixão pelos animais selvagens?
Ela começou cedo. Cresci no campo, em uma fazenda, onde tinha contato com muitos animais. À medida que fui crescendo, trabalhei com outras espécies selvagens. Comecei estudando raposas: esse foi o início de tudo. Só depois passei a me interessar profundamente pelos lobos. Vivi por anos numa tribo americana, no estado de Idaho (EUA), onde aprendi muito sobre esses animais, e nunca mais parei de estudá-los.

Viver entre os lobos é a melhor forma de estudá-los?
Acredito que existem diferentes formas de se descobrir informações sobre os lobos. Muitas pessoas trabalham com a observação, como os biólogos e os ambientalistas. No meu caso, é importante me juntar aos lobos e viver entre eles. Os pesquisadores trabalham de formas diferentes, de acordo com sua especialidade, mas nós só seremos capazes de ajudar essas criaturas a dividir o nosso mundo e começar uma comunicação com eles se conseguirmos compartilhar o que há de diferente em cada disciplina: a biologia, o estudo comportamental, a ecologia.



Seu trabalho é considerado controverso pelos outros especialistas?
Sim, os biólogos, por exemplo, têm problemas em entender o jeito com que eu trabalho. Para eles, os lobos não deveriam conviver com humanos, nem sequer vê-los. Quando fui viver entre os lobos, me tornei um membro de sua família - outros pesquisadores se manteriam distantes. Porém, se eu não interferisse e não tomasse decisões pela matilha, eles não veriam tudo o que os humanos têm para oferecer a eles. Além disso, como outras criaturas, os lobos não dividem seus segredos facilmente, a não ser com sua própria alcateia. O que fiz foi me tornar parte dessa família e conhecer de perto esses segredos, para tentar ajudá-los.

Há casos de pesquisadores que se propuseram a viver entre animais selvagens e foram mortos por eles. O documentário O Homem Urso, por exemplo, de Werner Herzog, mostra a trágica história de Timothy Treadwell, que, após viver 13 anos com os ursos, foi engolido por um deles, em 2003.
É sempre trágico quando ocorre algo como os acidentes com Treadwell e Steve Irwin (naturalista australiano morto por uma arraia em 2006). Mas, por mais que eles tenham tido esse triste fim, ninguém nunca chegou tão perto dos animais quanto eles chegaram. Quando a pessoa dá sua vida por uma boa causa, temos que honrá-las e, claro, tirar proveito de suas pesquisas. Irwin dizia que só é possível ajudar os animais estando ao lado deles. Eu gosto de seguir sua filosofia. Acho admirável quem sacrifica a vida para tentar ajudar os animais.

Em algum momento o senhor sentiu medo de estar entre lobos?
Nos estágios iniciais, eu tinha um medo natural de ataques nas noites de lua cheia e de todos esses mitos e lendas que fazem com que os lobos pareçam mais perigosos do que eles realmente são. Conhecendo os animais mais profundamente, encontrei algo totalmente diferente do que já tinha sido dito sobre os lobos. Posso até dizer que a maior parte do que é dito sobre eles não é verdadeiro.

O senhor fez uso de equipamentos de segurança para evitar situações perigosas?
Não. Depois de conversar com muitas pessoas, decidi que iria completamente "nu": sem equipamentos de segurança, wi-fi ou comida cozida. Queria que os animais se aproximassem de mim, e não que eles vivessem do meu modo. Foi preciso acreditar nos animais e me infiltrar em uma outra família.



O senhor acha que de fato conseguiu penetrar no mundo dos lobos?
Acredito que os lobos têm segredos a serem compartilhados. E eles confiaram em mim o suficiente para dividi-los. Graças à sua educação, conhecimento e disciplina, eles me deram muitas informações. O meu papel é dividir esse conhecimento com outras gerações e incorporá-los no nosso mundo.

Como foi se alimentar como os lobos?
Demorei um tempo para me acostumar. Se nós homens somos o que comemos, o mesmo acontece com os lobos. Além do lado nutritivo, o que eles comem interfere no cheiro de seus corpos e no reconhecimento dos membros por parte da família. Para mim, foi uma das coisas mais importantes seguir o mesmo cardápio deles, para me manter seguro na matilha. Parece discutível para quem está de fora, mas, quando se está num ambiente muito frio (a temperatura chegava a -20° C), onde achar comida é tão difícil, a carne crua parece apetitosa, pode acreditar. Nosso corpo se prepara aos poucos para os novos hábitos. Nunca estive tão saudável como quando estive com os lobos.

O senhor acredita que sua experiência trouxe aplicações para outros estudiosos?
Espero que outros pesquisadores façam uso das técnicas e do meu aprendizado para seus estudos, não só sobre lobos, mas qualquer outro animal que também precise da nossa ajuda. Mas é importante levar em conta que não somos "masters" em seus mundos. Os lobos aceitaram viver comigo durante certo período de tempo porque me disponibilizei a aprender a estar ali. Os animais, particularmente os lobos, vivem de acordo com valores ultrapassados: confiança, equilíbrio, coisas de que todos nós precisamos. Não podemos levar obstáculos a eles, mas fazer com que os animais nos respeitem. Para isso, é preciso respeitá-los e viver em harmonia com eles.

O senhor se submeteria novamente a uma experiência parecida?
Boa pergunta. Agora que tenho 45 anos, estou em um ritmo mais lento, sou menos capaz de aguentar o frio e o mundo dos lobos. Talvez seja hora de dar aos mais jovens a oportunidade e as informações suficientes para que eles deem continuidade a esse trabalho.

Como pessoas que não têm especial interesse por lobos podem se beneficiar de seu livro?
O lobo pode ser interessante para qualquer pessoa: quem gosta e quem não gosta deles, quem tem cães domésticos ou não. Basta dar crédito ao que podem nos oferecer: eles são nossos professores supremos. Na minha opinião, a maior lição que podemos aprender deles é o valor de suas famílias. Na Inglaterra, temos problemas em socializar nossas crianças. Acredito no poder dos princípios dos lobos para a criação dos nossos jovens. O livro pode fazer com que as pessoas olhem para a vida de uma forma diferente.

http://veja.abril.com.br/noticia/cie...s-534352.shtml
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Old 06-03-2010, 18:22   #11
Nebulosa
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Consegui ver o documentario inteiro dele... o que me pareceu é que ele tinha uma visão completamente britanica em relação aos lobos, imprevisivel, traiçoeiros, entre outros mitos que encontramos por aí, com o tempo e com a experiência ele acabou vendo que não era bem o que lhe contavam, ou mesmo o que os pressupostos "comportamentalistas britanicos" faziam (e ainda fazem) questão de espalhar por aí.

O que me deixou pasma foi em um de seus livros, onde Shaun Ellis se mostra completamente a favor da morte de lobos para a proteção do gado.. isso é algo extremamente contraditório vindo por parte de um "especialista em lobos".
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Old 08-03-2010, 20:24   #12
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Sim, é bem visível a mudança de visão que ele tem dos lobos quando convive com os índios americanos. Mas a questão do abate de lobos por parte de um defensor deles é algo realmente contraditório.

Falando nisso na National Geographic do Brasil deste mês tem uma matéria sobre os lobos de Yellowstone e o conflito com os fazendeiros locais. Vou ver so localizo ela no site e posto aqui.
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Old 01-08-2011, 00:16   #13
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Alguém viu a reportagem que deu no Faustão sobre o Shaun Ellis?
Que historia é aquela de Creme de Queijo lembrar o leite da loba?!

E a quantia de mestiços de Saarloos que apareceu ali na "casa" dele!
Vou la morder a orelha dos meus cães e já volto
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